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Números da associação que reúne as fabricantes mostra retomada no ritmo das linhas de montagem em Manaus (AM)

Os números de emplacamentos de motos 0km no Brasil em abril já mostravam que o segmento de duas rodas nacional estava recuperando o ritmo, mesmo após um longo período de pandemia. Foram 94.696 motocicletas 0km comercializadas no mercado nacional. Na comparação com março, que teve 62.286 unidades emplacadas, o crescimento foi de 52,03%.

Agora, a Abraciclo, associação que reúne as principais fabricantes nacionais, mostrou que o bom resultado de vendas veio de uma recuperação no ritmo de produção das linhas de montagem – a maioria instalada no Polo Industrial de Manaus (PIM). Segundo a entidade, 122.220 novas motocicletas foram produzidas em abril. Na comparação com março, que teve 125.756 unidades fabricadas, houve queda de 2,8%. No entanto, o mês passado teve 3 dias úteis a menos, impactando o resultado.

Galeria: Honda – Fábrica em Manaus

A boa notícia é que, pela segunda vez no ano de 2021, a indústria das duas rodas brasileira ultrapassou o marco de 120 mil unidades produzidas, mostrando a recuperação do setor nos últimos meses. A comparação com o resultado de 2020, porém, ficou completamente distorcida. Em abril do ano passado, a maioria das fábricas em Manaus (AM) estava fechada e apenas 1.679 unidades foram feitas. Na comparação com abril de 2021, o crescimento foi de 7.179,3%.

O resultado do acumulado do ano também permanece positivo. Entre janeiro e abril de 2021, as associadas da Abraciclo produziram 359.621 unidades. No mesmo período de 2020, 299.278 motos saíram das linhas de montagem. O crescimento na comparação foi de 20,2% e é o melhor quadrimestre da indústria de duas rodas nacional desde 2019.

Para quem está se perguntando sobre a diferença entre o número de motos fabricadas e o de emplacadas em abril, parte dela se explica por algumas motos produzidas em abril ainda estarem em trânsito ou nas concessionárias, ainda não vendidas. A outra parte da diferença vem por conta das exportações. Em abril, 4.276 motos fabricadas no PIM saíram do Brasil com destino principalmente à Argentina (38,9%), EUA (20,4%) e Colômbia (20,1%).

 

Clima é otimista, mas depende da vacinação

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, declarou que os números mostram a recuperação do setor. “Depois de um primeiro bimestre bastante difícil, a produção de motocicletas apresenta uma curva de recuperação e estamos bem próximos ao patamar registrado em 2019, o que comprova isso. A perspectiva para os próximos meses é de manter esse ritmo e, com isso, regularizar o abastecimento”.

O executivo confirmou as projeções da Abraciclo, as quais estimam a produção de 1.060.000 motocicletas em 2021, o que representaria uma alta de 10,2% na comparação com as 961.986 registradas no ano passado. “Se mantivermos a produção nesse ritmo e tivermos uma aceleração no programa de vacinação para evitar uma nova crise sanitária mais grave, poderemos até fazer uma eventual revisão dos números no segundo semestre”, afirmou Fermanian.

Fonte: Uol

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CONHEÇA A VIDA DE SANTA MARINA

Há muitos anos, supõe-se, na segunda metade do século sétimo d.C., na antiga cidade de Bitínia, no oeste da Turquia, próxima à cidade de Constantinopla, hoje denominada Istambul, nasceu Marina, filha de bons pais, dos quais só é conhecido o nome do pai, Eugênio. Ficando órfã de mãe e sendo filha única, foi educada na vida cristã somente pelo pai. Quando era adolescente, um dia, seu pai contou-lhe a intenção de tornar-se monge e para salvar a alma dele, abdicaria de todos os seus bens. Não foi fácil convencer a filha de seu novo projeto de vida, mesmo porque, Eugênio recorria, frequentemente, às citações bíblicas para defender seu próprio ponto de vista. Apesar das lamentações e do pranto de sua filha, ele estava irredutível na sua decisão de entrar para o mosteiro, onde ela não poderia mais viver com ele.
Assim sendo, Marina propôs ao pai que ela também entrasse para a vida religiosa no mosteiro, mas vestida de homem. Eugênio, feliz com a resolução de Marina, vendeu todos os seus bens e os distribuiu aos pobres. Depois de cortar-lhe os cabelos, disfarçando-a como um jovem rapaz, chamou-a, obviamente, de “Marino”, porque, na vida monástica, não era permitida a entrada de mulheres. Marina, depois dos últimos avisos de seu pai, prometeu conservar-se sempre pura para Cristo e nunca ser reconhecida como uma mulher.

A vida monástica
Eugênio e Marina, com esse segredo, ingressaram para a vida monástica. E, assim, o jovem “Marino”, progredia dia a dia, em todos os sentidos, em virtude e empenho espiritual. Os demais monges do mosteiro pensavam que “Marino” fosse um rapaz, mas estranhavam sua voz delicada e a ausência de barba, então, atribuíam isso à exagerada atividade religiosa e à prática de alimentar-se somente a cada 2 dias. Pouco tempo depois, Eugênio morreu. Mas, a filha Marina continuou no empenho severo da virtude monástica. Naquele mosteiro viviam quarenta monges e, todos os meses, um grupo de quatro deles era convidado pelo abade do mosteiro para sair fora do local sagrado e angariar recursos, porque disso dependiam também outros eremitas solitários para sobreviverem naquela região. Na metade do caminho, havia uma pousada, onde os monges, cansados da viagem, tinham a oportunidade de restaurarem-se e de repousarem, assim continuando no dia seguinte a volta ao mosteiro.
Certa ocasião, quando “Marino” já estava com 17 anos, o abade chamou-o para prosseguir junto com eles, já que era perfeito em tudo e, em modo particular, na obediência; propôs-lhe, então, sair a serviço da comunidade monástica. “Marino” obedeceu no mesmo instante à ordem recebida. Saiu junto com outros três companheiros e, durante o trajeto, pararam um pouco na pousada, onde encontraram, casualmente, um soldado.
O acusado inocente
O dono da pousada tinha uma filha, cujo soldado desconhecido, que ali passava, seduziu-a e engravidou-a. Depois que o soldado soube do fato, e para livrar-se da responsabilidade, persuadiu a moça a revelar para seu pai que estava grávida daquele monge jovem e belo chamado “Marino”, que ali tinha estado. Depois de certo tempo, o dono da pousada, percebendo a ilegítima gestação da filha, quis saber a verdade. E ela contou-lhe que o responsável pela gravidez era o jovem monge “Marino”, quando estivera lá hospedado há tempos.
“Marino”, mesmo sendo inocente, não se defendeu da calúnia, suportando como provação divina todas as injúrias. O “jovem monge” foi expulso do mosteiro e viveu à porta do mesmo, deitado no chão, jejuando e implorando a misericórdia divina, recebendo algumas esmolas de mãos bondosas para alimentar, também, a criança.
Depois de três anos, o abade, tocado de compaixão, admitiu “Marino” novamente no mosteiro, impondo-lhe como continuação da penitência, os serviços mais pesados e humilhantes que haviam. Como as atividades eram muito pesadas, e “o jovem” estava muito desgastado com tudo o que havia sofrido, em pouco tempo veio a falecer, por volta do ano 740 depois de Cristo em 18 de Junho.
A revelação
Quando o abade e os monges preparavam o corpo para o enterro, descobriram que se tratava de uma mulher e, portanto, inocente de tamanha calúnia que lhe fora imposta. O corpo da Santa foi sepultado no mosteiro ao som de hinos e salmos invocando a Deus sua pureza e santidade. M
Muitos milagres ocorreram por intercessão de Santa Marina, e, no dia 12 julho de 1230, as suas relíquias foram transportadas para Veneza, Itália, onde são conservadas até hoje, na Igreja Santa Marina Formosa.
E, assim, Santa Marina, exemplo de humildade e fidelidade a Deus, é invocada pelos fiéis como poderosa intercessora diante de Jesus, nos casos de maiores provações, doenças ou calúnias.

Fonte: “Santa Marina di Bitinia”
Antonio Niera
Chiesa di Santa Maria Formosa
Veneza – Itália – 1998